O canto do Cerrado: conheça a seriema e sua importância para o bioma
Alta, elegante e dona de um canto inconfundível, a seriema é uma das aves mais emblemáticas do Brasil. Encontrada caminhando pelos campos abertos do Cerrado, ela chama atenção não apenas pela aparência curiosa, mas também pelo importante papel que desempenha no equilíbrio ambiental.
16 de junho de 2026

O paisagismo com espécies nativas não é apenas uma questão de estética. É uma poderosa ferramenta para a conservação da biodiversidade e dos ecossistemas locais. As plantas nativas estão estreitamente ligadas aos seus biomas de origem, evoluindo ao longo dos anos para se adaptarem às condições específicas do solo, do clima e dos padrões de chuva de uma determinada região. Por isso, mesmo que em pequena escala, ao introduzir espécies nativas em projetos paisagísticos, o setor se torna um agente consciente e propulsor de práticas mais responsáveis e sustentáveis em prol da saúde do meio ambiente e do bem-estar vegetal, animal e humano.Parte superior do formulário
Mas o que o mercado revela sobre o segmento?
De acordo com um relatório da indústria de serviços paisagísticos IBIS World 2020, o setor tem receitas anuais de 105,3 mil milhões de dólares e emprega mais de um milhão de pessoas, além de representar mais de 513 empresas, sendo um pilar fundamental no âmbito sustentável.
E não para por aí. A expectativa é que o mercado paisagístico e de jardinagem atinja 257,30 bilhões de dólares este ano e chegue a 359,18 bilhões de dólares em 2029.
Agora, quando o assunto é o interesse do público, dados do SEBRAE, indicam que entre 2015 e 2020, o setor de jardinagem e paisagismo progrediu 30%. Avaliando somente o ano de 2021, a alta foi de quase 8%. Uma das explicações para tal avanço pode estar num levantamento do Twitter, o qual apontou que as conversas sobre a temática alavancaram 7 vezes no mesmo período e as dicas e tutoriais sobre decoração e jardinagem cresceram 112%.Mas
Paisagismo no Cerrado
Apesar da alta mercadológica, o Brasil, mesmo sendo o país mais biodiverso do mundo, ainda faz uso de espécies exóticas em seus projetos paisagísticos, prática que pode gerar impactos negativos ambientais à biodiversidade da flora local, já que interferem nos processos e cadeias ecológicas naturais das plantas nativas. Com base neste cenário, o Cerrado emerge como um bioma apto a mudar tal realidade.
Presente em cerca de 22% do território brasileiro, o Cerrado é um hotspot mundial de biodiversidade, sendo reconhecido como a savana mais rica do planeta, abrigando mais de 11.600 espécies de plantas nativas, muitas delas com potencial paisagístico.
Tendo em vista tal contexto, o Centro de Produção Biodiversidade do Legado Verdes do Cerrado, Reserva Particular de Desenvolvimento Sustentável, de propriedade da CBA | Companhia Brasileira de Alumínio, surge como uma alternativa a qual fomenta o uso de nativas em iniciativas paisagísticas, sobretudo para projetos urbanos e corporativos, após investir em estufas focadas na proteção das plantas e realização de testes de reprodução de espécies nativas com alto potencial ornamental.
Com capacidade produtiva de 250 mil mudas de mais de 50 espécies diferentes do Cerrado, como o araçá-vermelho, babaçu e jerivá, o local também se destaca pela produção de árvores, como o baru, angicos, aroeiras e ipês, todas espécies protegidas de acordo com a Resolução CEMAm nº 234, de dezembro de 2023. Além disso, possui um banco de sementes que, atualmente, é composto por 1,9 milhão de amostras de várias espécies, e pelo cultivo de plantas voltadas à restauração de áreas degradadas.
O paisagismo com nativas, independentemente da região, transcende o simples compromisso com a proteção da natureza e sua biodiversidade. É a harmonia entre a estética paisagística e os princípios científicos da conservação, onde os espaços criados não apenas são ricos visualmente, mas valorizam a diversidade biológica do Brasil. Desta forma, investir em projetos com plantas nativas também é promover a resiliência dos ambientes urbanos frente às mudanças climáticas. Este é um dos principais desafios do mercado para os próximos anos, contudo também é a oportunidade para práticas mais responsável em prol de um futuro mais sustentável.
* Thayná Agnelli é jornalista formada pela FAPCOM, tem experiência em gestão de redes sociais e é responsável pela criação de conteúdos para o Legado Verdes do Cerrado..