O canto do Cerrado: conheça a seriema e sua importância para o bioma
Alta, elegante e dona de um canto inconfundível, a seriema é uma das aves mais emblemáticas do Brasil. Encontrada caminhando pelos campos abertos do Cerrado, ela chama atenção não apenas pela aparência curiosa, mas também pelo importante papel que desempenha no equilíbrio ambiental.
16 de junho de 2026

Foto: Divulgação Legado Verdes do Cerrado
Espécie ameaçada de extinção é difícil de ser registrada
Um dos menores felinos selvagens do mundo e espécie ameaçada de extinção, o gato-mourisco (Herpailurus yagouaroundi) foi registrado pela primeira vez no Legado Verdes do Cerrado – Reserva Particular de Desenvolvimento Sustentável de propriedade da CBA (Companhia Brasileira de Alumínio), localizada em Niquelândia (GO).
O registro foi feito pelas câmeras de monitoramento de fauna, por meio do projeto Monitoramento Participativo da Biodiversidade, conduzido pela Reserva desde novembro de 2020 para o levantamento de espécies no território. O animal que aparece nos vídeos tem a coloração mais amarronzada, dando até a impressão de cor preta, e aparência jovem e saudável, mas não é possível determinar seu gênero pelas imagens.
As armadilhas fotográficas possuem uma câmera digital embutida com sensores de temperatura e movimento. Quando eles detectam a movimentação de algum animal, ao mesmo tempo em que identificam uma temperatura diferente daquele ambiente, a câmera começa a capturar imagens – em vídeo ou foto, sem qualquer contato com o animal, possibilitando registros de espécies mais difíceis de serem avistadas, como o gato-mourisco.
O registro foi feito no final de 2022 e após análises do registro por biólogos foi confirmada que se trata do gato-mourisco.
O projeto de monitoramento da fauna no Legado Verdes do Cerrado já registrou outros animas raros, como a onça-pintada e a onça-parda, em um total de mais de 30 espécies animais, como lobo-guará, veado, anta e tamanduá-bandeira.
Para David Canassa, diretor da Reservas Votorantim, o registro inédito reforça a importância de áreas como o Legado Verdes do Cerrado para a conservação de espécies ameaçadas. “A cada vez que conseguimos identificar uma nova espécie no território é uma conquista na missão de conhecer melhor a biodiversidade. Isso também reforça o sucesso do nosso modelo de gestão, que promove o múltiplo uso do solo e a conservação do bioma, aliando negócios da economia convencional com a nova economia. Ou seja, é possível desenvolver o território e ainda ser um refúgio para espécies ameaçadas de extinção”.

Particularidades da espécie
O gato-mourisco, também chamado de jaguarundi, está nas listas oficiais de espécies ameaçadas de extinção do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) e do Ministério do Meio Ambiente, na categoria vulnerável.
De acordo com Stephanie Simioni, bióloga do Onçafari, associação criada para estudo e conservação da vida selvagem, o gato-mourisco vive em áreas abertas e de mata, em biomas variados, e é mais ativo durante o dia. “Embora seja um animal diurno, ele evita o contato com humanos. Sua importância ecológica está ligada ao fato de serem predadores na cadeia alimentar, ajudando a garantir o equilíbrio do ecossistema”, explica a bióloga.
Stephanie complementa que dentre os gatos selvagens, o gato-mourisco tem características bem específicas. “Por exemplo, diferentemente da maioria dos felinos selvagens, o jaguarundi prefere caçar durante o dia. Outra característica curiosa da espécie é a sua capacidade de emitir sons, como assobios, vibrações, ronronados e até chiados de pássaros, usados para atrair suas presas”, diz.
A bióloga também explica que ele tem pernas curtas, é esguio e pode ser confundido com outros felinos, como a irara. Mede de 48 a 83 cm de comprimento, pesando de 3,5 a 9 kg. Tem a cauda mais longa entre os pequenos felinos (de 27 a 59 cm) e possui pelagem em tons que variam do preto a tons avermelhados, passando por castanho e cinza-escuro.
O felino é carnívoro: a base de sua alimentação é de mamíferos de menor porte, roedores, cobras, lagartos, peixes, insetos, aves e anfíbios. É um animal de hábitos solitários, que por muito tempo foi classificado na categoria Puma, junto com a onça parda, até uma revisão ter o colocado sozinho como Herpailurus.
O Onçafari é parceiro da Reservas Votorantim – gestora do Legado Verdes do Cerrado e do Legado das Águas, no Vale do Ribeira, no Estado de São Paulo – no monitoramento de grandes felinos. A parceria teve início em 2020, no Legado das Águas. O Onçafari atua no Pantanal, Cerrado, Amazônia e Mata Atlântica com o objetivo de promover a conservação do meio ambiente e contribuir com o desenvolvimento socioeconômico das regiões em que está inserido por meio do ecoturismo e de estudos científicos. O projeto é focado na preservação da biodiversidade em diversos biomas brasileiros, com ênfase em onças-pintadas e lobos-guarás.
Sobre o Legado Verdes do Cerrado
O Legado Verdes do Cerrado, com aproximadamente 80% da área composta por cerrado nativo, é uma área de 32 mil hectares da CBA – Companhia Brasileira de Alumínio, uma das empresas investidas no portfólio da Votorantim S.A. A cerca de três horas de Brasília, é composta por dois núcleos. No núcleo Engenho, nascem três rios: Peixe, São Bento e Traíras, de onde é captada toda a água para o abastecimento público de Niquelândia/GO. Nele está a sede do Legado Verdes do Cerrado onde, em 23 mil hectares, são realizadas pesquisas científicas, ações de educação ambiental e atividades da nova economia, como produção de plantas e reflorestamento; enquanto 5 mil hectares são áreas dedicadas à pecuária, produção de soja e silvicultura. O núcleo Santo Antônio Serra Negra, com 5 mil hectares, mantém o cerrado nativo intocado e tem parte de sua área margeada pelo Lago da Serra da Mesa.
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Sobre a CBA
Desde 1955, a CBA – Companhia Brasileira de Alumínio atua de forma integrada, da mineração ao produto final, incluindo a etapa de reciclagem. Com capacidade de gerar 100% da energia consumida através de fontes renováveis, a CBA fornece soluções sustentáveis para os mercados de embalagens, transportes, automotivo, construção civil, energia e bens de consumo, além de ser líder em reciclagem de sucata industrial de alumínio.
Com a abertura de capital em 2021 (CBAV3), foi a primeira Companhia no segmento a ter ações negociadas na B3 e ingressou na carteira do ISE – Índice de Sustentabilidade Empresarial – no seu primeiro ano de elegibilidade. Com receita líquida de R$ 8,4 bilhões em 2021 e R$ 1,5 bilhão de EBITDA ajustado no período, a CBA tem o compromisso de garantir a oferta de alumínio de baixo carbono em parceria com os stakeholders, desenvolvendo as comunidades em que está inserida e promovendo a conservação da biodiversidade.
Quer saber mais? Acesse www.ri.cba.com.br
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