Nova espécie de árvore é descoberta no Norte Goiano

Oxandra cerradensis, identificada no Legado Verdes do Cerrado, já é considerada criticamente ameaçada de extinção e pode ser exclusiva do bioma

Foram necessários cinco anos para finalizar o processo de identificação da espécie

Uma nova espécie de árvore foi identificada no Legado Verdes do Cerrado – primeira Reserva Privada de Desenvolvimento Sustentável de Goiás, de propriedade da CBA (Companhia Brasileira de Alumínio), localizado em Niquelândia (GO). Batizada de Oxandra cerradensis, a espécie pertence à família Annonaceae, uma das mais representativas da flora do Cerrado. Apesar de sua relevância, esse grupo sofre forte pressão com o avanço do desmatamento, o que ameaça diretamente sua sobrevivência.

A espécie foi descrita pela primeira vez em artigo publicado na revista científica Phytotaxa, resultado da pesquisa de doutorado da bióloga Indiara Ferreira, orientada pelo Prof. Dr. Fábio Venturoli, da Universidade Federal de Goiás (UFG). O trabalho, que ganhou reconhecimento científico em 2024 e, agora, é apresentado à sociedade como um todo, é desdobramento do projeto “Alometria no Cerrado” (2018–2021), conduzido pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e o Inventário Florestal Nacional (IFN), em parceria com a UFG, a FAO e o próprio Legado Verdes do Cerrado. O objetivo foi quantificar biomassa e carbono do bioma em diferentes componentes, como solo, raízes e troncos.

Durante o inventário florestal, foram analisados 933 indivíduos arbóreos, de 164 espécies botânicas. Entre eles, surgiu a identificação da nova espécie. “Quando percebi que a planta encontrada nas áreas de mata seca e ciliar pertencia ao gênero Oxandra, notei que se tratava de algo inédito no Cerrado. Foram necessárias várias expedições ao longo de cinco anos para coletar flores e frutos e comprovar cientificamente que se tratava de uma nova espécie”, explica Indiara. O artigo foi assinado pela pesquisadora em coautoria com o Prof. Dr. Venturoli e as doutoras Danielle Diniz e Fernanda Ferreira.

A espécie

A Oxandra cerradensis está classificada como “Criticamente Ameaçada de Extinção”, segundo os critérios da Lista Vermelha da IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza), categoria imediatamente anterior à de extinção na natureza. “Os registros de herbário são escassos e os locais onde antes havia coletas passaram por alterações significativas no uso do solo, o que pode indicar que ela já não exista mais em outros pontos fora da reserva”, alerta a pesquisadora.

A árvore pode atingir de cinco a 11 metros de altura e apresenta diferenças morfológicas marcantes em relação a outras do mesmo gênero, sobretudo nas flores, onde estão seus órgãos reprodutivos. Essas particularidades sugerem que a espécie seja endêmica do Cerrado, ou seja, restrita ao bioma. Hoje são conhecidas 27 espécies de Oxandra, mas apenas três ocorrem no Cerrado.

Para Indiara, a descoberta reforça a importância de áreas protegidas como o Legado. “Essa planta só pôde ser estudada porque estava preservada dentro da reserva. Em um cenário de uso intensivo do solo, dificilmente teria resistido ao período de cinco anos necessário para comprovar sua identificação. Muitas espécies do Cerrado podem desaparecer antes mesmo de serem descritas pela ciência”, afirma.

Além de destacar a necessidade de pesquisas contínuas, a cientista lembra o potencial ecológico e farmacológico de espécies como a Oxandra cerradensis: “É fundamental investir em conhecimento e em estratégias de propagação que ajudem a melhorar o estado de conservação e evitar sua extinção.”

Importância ecológica

A família Annonaceae, à qual pertence a nova espécie, desempenha papel essencial no equilíbrio do ecossistema do Cerrado. “Diversas espécies são frutíferas e têm forte ligação com a fauna, fornecendo alimento para aves e mamíferos, que, em contrapartida, dispersam sementes e garantem a regeneração natural da vegetação”, detalha Indiara.

Conservação como negócio

Para David Canassa, diretor da Reservas Votorantim, gestora do Legado Verdes do Cerrado, a descoberta é uma prova do potencial do modelo de negócio que alia conservação à geração de valor. “Esse é mais um exemplo de que conservação pode e deve ser tratada como negócio. Na reserva, a pesquisa científica fortalece a preservação, mas também abre portas para novas oportunidades, como aplicações na indústria farmacêutica, com impactos positivos para a medicina e valorização da biodiversidade brasileira”, ressalta.

Sobre o Legado Verdes do Cerrado

O Legado Verdes do Cerrado, com aproximadamente 80% da área composta por cerrado nativo, é uma área de 32 mil hectares da CBA – Companhia Brasileira de Alumínio, uma das empresas investidas no portfólio da Votorantim S.A. A cerca de três horas de Brasília, é composta por dois núcleos. No núcleo Engenho, nascem três rios: Peixe, São Bento e Traíras, de onde é captada toda a água para o abastecimento público de Niquelândia/GO. Nele está a sede do Legado Verdes do Cerrado onde, em 23 mil hectares, são realizadas pesquisas científicas, ações de educação ambiental e atividades da nova economia, como produção de plantas e reflorestamento; enquanto 5 mil hectares são áreas dedicadas à pecuária, produção de soja e silvicultura. O núcleo Santo Antônio Serra Negra, com 5 mil hectares, mantém o cerrado nativo intocado e tem parte de sua área margeada pelo Lago da Serra da Mesa.

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Sobre a CBA

Desde 1955, a CBA – Companhia Brasileira de Alumínio atua de forma integrada, da mineração ao produto final, incluindo a etapa de reciclagem. Com capacidade de gerar 100% da energia consumida por meio de fontes renováveis, a CBA fornece soluções sustentáveis para os mercados de embalagens, transportes, automotivo, construção civil, energia e bens de consumo, além de ser líder em reciclagem de sucata industrial de alumínio. Com a abertura de capital em 2021 (CBAV3), foi a primeira Companhia no segmento a ter ações negociadas na B3 e faz parte da carteira do ISE B3 – Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3 – desde o seu primeiro ano de elegibilidade. Com receita líquida de R$ 8,2 bilhões, em 2024, e R$ 1,4 bilhão de EBITDA ajustado no período, a CBA tem o compromisso de garantir a oferta de alumínio de baixo carbono em parceria com os stakeholders, desenvolvendo as comunidades em que está inserida e promovendo a conservação da biodiversidade. Quer saber mais? Acesse www.ri.cba.com.br.


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